Santuário da Piedade recebe restos mortais de Irmã Benigna, rumo à beatificação.

03.11.2016

Os restos mortais da serva de Deus foram levados para o Recanto Monsenhor Domingos, em Caeté, onde vão ficar definitivamente. As relíquias receberam a bênção do arcebispo de Belo Horizonte.

Fonte: TV Canção Nova

 

Com muita emoção e acolhidos pelos fiéis, os restos voltam ao local onde, em vida, a religiosa sofreu alguns de seus piores dias

 

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     Pétalas de rosas no ar, aplausos emocionados, cânticos de louvor e muita alegria no Santuário de Nossa Senhora da Piedade, na Serra da Piedade, em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

    Fiéis participaram na tarde de ontem da missa de acolhida aos restos mortais da serva de Deus, a mineira Irmã Benigna (1907-1981), cujo processo de beatificação tramita no Vaticano. “Já há um milagre comprovado, só que o nome da pessoa ainda não foi revelado. Este dia é muito importante para o processo e temos certeza de que ela vai se tornar beata em breve”, disse a integrante da Associação dos Amigos de Irmã Benigna (AmaiBen) Belquis Campolina França Ferreira.

 

“Este é um dia histórico na Serra da Piedade, pois recebemos as relíquias de uma pessoa que se dedicou muito aos pobres, viveu com obediência a Deus e teve uma trajetória marcada pela santidade”, disse, na entrada da ermida barroca, o reitor do santuário, padre Fernando César do Nascimento. Ele explicou que hoje, às 9h, os restos mortais dos religiosos serão trasladados para o Recanto Monsenhor Domingos, pertencente à congregação e localizado aos pés da Serra da Piedade. Às 10h haverá a bênção da pedra fundamental do Memorial Irmã Benigna, seguindo-se, às 11h, missa em memória da freira e procissão até a cripta da Capela São Luiz, no Asilo São Luiz, onde ficará a relíquia.

Em uma cadeira de rodas e aos 83 anos, a presidente da AmaiBen, Maria do Carmo Mariano, se recordava da amiga que, a exemplo dos mineiros Nhá Chica e Padre Victor, poderá se tornar beata. Ela se lembrou da força recebida de Irmã Benigna quando teve o filho de 3 anos desenganado pelos médicos. Com orações, ela conseguiu que o menino sobrevivesse – hoje, tem 61 anos. Ao longo do cortejo, famílias inteiras, com camisas estampadas com o rosto de Irmã Benigna e do monsenhor Domingos, falavam da admiração pela religiosa e das graças alcanças por sua intercessão.

 

“Para mim, ela já é santa”, disse a moradora de BH Djanira Damasceno, de 39, ao lado do marido, William de Oliveira, de 45, assistente administrativo, e dos filhos Emanuela, de 16, e Daniel, de 13. “Desde que nos conhecemos, há 21 anos, temos admiração pela Irmã Benigna. Tive uma primeira gravidez muito difícil, e foi graças à intercessão dela que tive um parto tranquilo”, contou Djanira.

 

Com a ermida lotada, muita gente ficou do lado de fora, no adro. Foi o caso de Eduardo de Sanchez, de 76, de Contagem, na Grande BH: “Já obtive muitas graças, sempre rezei para Irmã Benigna nos momentos de dificuldades”. Durante todo este ano, quando são recordados os 35 anos de morte da religiosa, a Amaiben e a Congregação das Irmãs Auxiliares de Nossa Senhora da Piedade realizaram celebrações, todos os meses em memória da serva de Deus. “Estou certo de que ainda vou ver a imagem dela em muitas igrejas do mundo”, acrescentou Eduardo, com esperança.


Fonte: em.com.br

 

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